Entristece-me..
saber que vejo,
e não ver..
ver que sei
e, como!?, não saber…
Caminho pelas ruas
que se encontram debaixo d’água,
nem vejo nada… é uma mágoa..
A rua é desconhecida
e assim, é esquecida
pelos que sabem que vêem,
pelos que vêem que não vêem..
Quando tudo parece novo,
de novo, parece que não o é!
e tudo parece nada,
onde nada se distingue,
onde nada é tudo o que se vê…
Resta só mais vezes pela rua passar
até me conseguir lembrar,
até me curar,
até ver e olhar..
pois a rua deve ser vista
com olhos que conseguem ver,
esta e todas,
mas esta quero eu ver
dela não pretendo me esquecer;
há quem goste de as esquecer;
mas não as devem ver
é com pena pois devem bem ver
esses artistas de cena:
deitam tudo a perder
por ver e não o saber..
ver como eles era o meu querer
é o que me faz entristecer
Querer e pouco poder fazer..
Março 2007